Fissura anal
Uma das causas mais comuns de dor forte ao evacuar. Muitas fissuras melhoram com tratamento clínico, principalmente quando tratadas cedo.
O que é a fissura anal?
A fissura anal é uma pequena ferida (rachadura) no revestimento do canal anal. Apesar de pequena, costuma doer muito, porque a região é sensível e o músculo do esfíncter entra em espasmo, o que dificulta a cicatrização.
Quando é recente, a fissura é chamada de aguda. Quando persiste por mais de seis a oito semanas, é considerada crônica e costuma precisar de um tratamento mais específico.
Sintomas
- Dor intensa durante e após evacuar, muitas vezes descrita como "vidro" ou "corte";
- Sangramento vermelho-vivo, em pequena quantidade;
- Espasmo e ardência que podem durar horas após a evacuação.
Quais são as causas?
A causa mais comum é o trauma da passagem de fezes endurecidas (constipação). Diarreia persistente, partos e algumas doenças também podem estar envolvidos.
Quando procurar avaliação?
- Dor ao evacuar que não melhora em poucos dias;
- Sangramento, mesmo em pequena quantidade;
- Dor que volta sempre que o intestino prende;
- Ferida ou pequeno caroço na borda do ânus que não cicatriza.
Quando investigar outras causas
Fissuras fora da posição habitual, múltiplas ou acompanhadas de diarreia persistente, perda de peso ou febre podem estar ligadas a outras doenças, como a doença de Crohn ou infecções, e precisam de investigação.
Opções de tratamento
Tratamento clínico
É a primeira etapa: amolecer as fezes com fibras e água, banhos de assento mornos e pomadas prescritas que relaxam o esfíncter e favorecem a cicatrização.
Toxina botulínica
Usada principalmente na fissura crônica que não cicatrizou com as pomadas, podendo ser associada a elas. Reduz temporariamente o espasmo do esfíncter, favorecendo a circulação local e a cicatrização. Saiba mais sobre a toxina botulínica em doenças anais.
Cirurgia
A esfincterotomia lateral interna, em que uma pequena parte do músculo interno do esfíncter é cortada de forma controlada, em geral é indicada quando as outras opções não funcionaram. É o tratamento com maior chance de cicatrização da fissura crônica, acima de 88% nos estudos.
Laser
O laser de baixa potência pode ser usado como apoio no controle da dor. Em alguns procedimentos cirúrgicos, o laser também pode ser utilizado, conforme a indicação.
Possíveis limitações
- As pomadas exigem uso regular por algumas semanas. As de nitrato causam dor de cabeça em pelo menos 30% das pessoas; as de diltiazem ou nifedipina costumam ter menos efeitos.
- O efeito da toxina botulínica é temporário. A fissura pode voltar e, às vezes, é preciso nova aplicação. Em cerca de 5% dos casos, ocorre perda temporária do controle de gases ou de fezes.
- A cirurgia tem a maior chance de cicatrização, mas pode alterar a continência, em geral de forma leve e principalmente para gases. A frequência varia bastante entre os estudos. Por isso a indicação é individual, e a cirurgia é evitada em quem tem risco maior, como na doença inflamatória intestinal ou após lesão do esfíncter.
- Os benefícios do laser de baixa potência na fissura ainda têm evidência limitada.
- Se a prisão de ventre ou a diarreia continuarem, a fissura pode voltar, mesmo após o tratamento.
Como agendar
A consulta é feita no consultório particular da Dra. Cinthia Vianna, no Instituto Limiar (Rua Arthur de Azevedo Machado, 1459, sala 508, Stiep, Salvador). O agendamento é feito com a secretária pelo WhatsApp (71) 98164-7304. Também há consulta online para situações adequadas à telemedicina.
Dor forte ao evacuar?
Avalie o seu caso com a Dra. Cinthia Vianna, coloproctologista em Salvador.
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