Fístula anal
Quando um abscesso anal deixa um trajeto que não fecha sozinho. O tratamento é cirúrgico, e a técnica depende de cada fístula.
O que é a fístula anal?
A fístula, também chamada de fístula anorretal ou perianal, é um trajeto (túnel) anormal que liga o interior do canal anal à pele ao redor do ânus. Na maioria das vezes, surge como consequência de um abscesso anal (uma infecção com pus) que drenou, mas deixou esse caminho aberto.
Sintomas
- Saída de secreção ou pus por um orifício na pele perto do ânus;
- Dor, inchaço e vermelhidão na região, que pioram e melhoram em ciclos;
- Episódios repetidos de abscesso;
- Irritação e umidade constante na pele ao redor.
Quando procurar avaliação?
Procure avaliação se houver saída persistente de secreção ou pus perto do ânus, ou abscessos que se repetem no mesmo lugar. A fístula não se resolve apenas com antibióticos, porque o trajeto continua sendo alimentado pela glândula anal de origem.
Abscesso: não espere
Dor intensa e contínua perto do ânus, com inchaço endurecido, vermelhidão ou febre, pode indicar um abscesso. Ele precisa ser drenado sem demora e não deve ser tratado apenas com antibiótico.
Como é feito o diagnóstico?
Começa pela conversa e pelo exame da região, que muitas vezes identifica o orifício externo. Em fístulas mais complexas ou que voltaram, exames de imagem, como a ressonância magnética da pelve ou o ultrassom endoanal, ajudam a mapear o trajeto e a relação dele com o músculo do esfíncter. É essa relação que define a melhor técnica.
Opções de tratamento
A escolha depende principalmente de quanto músculo do esfíncter, responsável pela continência, o trajeto atravessa.
Fistulotomia
Abre o trajeto para que ele cicatrize de dentro para fora. É indicada para fístulas simples e baixas, que envolvem pouco músculo, e é a técnica com maior taxa de cura.
Sedenho
Um fio colocado no trajeto mantém a drenagem e controla a infecção. Muitas vezes é uma etapa de preparo para o tratamento definitivo.
Técnicas que preservam o esfíncter
Usadas em fístulas que atravessam mais músculo. Entre elas estão a ligadura do trajeto entre os esfíncteres (técnica conhecida como LIFT), o retalho de avanço e o fechamento do trajeto com laser (FiLaC). Veja a página de cirurgia orificial a laser.
Possíveis limitações
- Antibióticos, sozinhos, não curam a fístula.
- As técnicas que preservam o esfíncter têm taxas de cicatrização menores que a fistulotomia. Com o laser, uma revisão de 2025 encontrou cicatrização em cerca de 6 em cada 10 casos, com perda de continência rara. Pode ser necessário um novo procedimento.
- Fístulas complexas podem exigir mais de uma etapa de tratamento.
- Quanto mais músculo o trajeto envolve, maior o cuidado com a continência. Por isso a técnica é escolhida caso a caso.
- Fístulas associadas à doença de Crohn exigem tratamento específico, em conjunto com o controle da doença.
Como agendar
A consulta é feita no consultório particular da Dra. Cinthia Vianna, no Instituto Limiar (Rua Arthur de Azevedo Machado, 1459, sala 508, Stiep, Salvador). O agendamento é feito com a secretária pelo WhatsApp (71) 98164-7304. Também há consulta online para situações adequadas à telemedicina.
Suspeita de fístula anal?
Avalie o seu caso com a Dra. Cinthia Vianna, coloproctologista em Salvador.
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